segunda-feira, 4 de novembro de 2013

“Notícias boas também dão Ibope” diz Padre Reginaldo Manzotti à imprensa cearense!



O padre que arrasta multidões está de volta a Fortaleza. O sacerdote Reginaldo Manzotti se apresenta neste sábado, 26, a partir das 12h, no aterro da Praia de Iracema, na VI edição do Evangelizar Dom Bosco.
Padre Reginaldo Manzotti possui mais de 1900 emissoras parceiras na evangelização.
Manzotti  conversou com a imprensa cearense, falou do trabalho de evangelização e do carinho que possui pelo estado. O curitibano revelou que seu olhar está em Deus e o coração no povo e afirmou ainda que, com muito carinho, recebeu da população o título de “padre que arrasta multidões”.
“A Igreja vive e nasce do sangue do martírio, que deve ser vivido também no dia a dia. Se não existe uma experiência de Deus a pessoa não é um herói da fé”, comentou o padre sobre o tema da VI edição do Evangelizar que é Heróis da fé: promotores da vida e da cultura.
O sacerdote destacou os cearenses padre Cícero e Benigna Cardoso da Silva como importantes exemplos de Heróis da Fé e ainda citou na lista Dom Hélder Câmara, Dom Frei Aloísio Lorscheider, Irmã Dulce e Madre Teresa de Calcutá como exemplos de santidade a serem seguidos.

sábado, 2 de novembro de 2013

A santidade da menina Benigna -- por Armando Lopes Rafael

  Analisando a fama de santidade de Benigna Cardoso da Silva, o que de início mais  chama a atenção, sobre este fato, é a perseverança da população de Santana do Cariri em manter viva essa aura de virtude que cerca a história da Heroína da Castidade. Benigna foi martirizada há 72 anos – em 1941 – e de lá para cá sua fama de santidade só fez crescer. Até que o próprio Bispo de Crato, Dom Fernando Panico, ouvindo o clamor do seu povo, resolveu nomear uma comissão para estudar as virtudes desta menina.

Recorde-se que quando Benigna foi assassinada, o pároco de Santana do Cariri, Padre Cristiano Coelho, procurou o Livro de Batismos nº B-08, e, na página 36, onde estava escrito o Registro de nº 470 – referente ao batismo de Benigna – e anotou, ao lado, Ipsis litteris: “Morreu martirizada, às 4 horas da tarde, no dia 24 de outubro de 1941, no Sítio Oiti. Heroína da Castidade, que sua santa alma converta a freguesia e sirva de proteção às crianças e às famílias da Paróquia. São os votos que faço à nossa santinha. Pe. Cristiano Coelho”.   

     Vox Populi, Vox Dei. A voz do povo é a voz de Deus!

O que é a santidade?

Em 05 de julho de 2007, o Papa Bento XVI definiu, de uma maneira muito feliz, o que é a santidade: “Ser santo significa parecer-se com Jesus Cristo em tudo: pensamentos, sentimentos, palavras e ações. O traço mais característico da santidade é a caridade (amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo), que dá forma a todas as virtudes: humildade, justiça, laboriosidade, castidade, obediência, alegria... É uma meta a que todos os batizados são chamados, e que só é alcançada no Céu, depois de lutar a vida inteira, contando com a ajuda de Deus”.

Uma vida vivida em meio à pobreza

Considere-se ademais, que além de piedosa, humilde e dotada de uma vida pura, Benigna experimentou a pobreza durante toda a sua existência terrena. Pobríssima, e de origem humilde, era a família de Benigna. Seu pai, José Cardoso da Silva, ganhava o sustento como trabalhador rural, ocupando-se no Sítio Oiti dos Cireneus, imóvel pertencente ao Sr. Cireneu Sisnando Leite. A mãe da menina, Tereza Maria da Silva, executava as tarefas domésticas da casa e cuidava dos quatro filhos menores. Com o falecimento dos seus pais, Benigna e seus irmãos foram adotados pelas irmãs Rosa e Honorina Sisnando Leite, estas filhas do proprietário do Sítio Oiti dos Cireneus, àquela altura já falecido. A pequena propriedade foi herdada por essas duas senhoras, as quais – apesar da herança recebida – também viviam modestamente, como era o padrão econômico-financeiro-social dos pequenos proprietários rurais no município de Santana do Cariri, nas primeiras décadas do século XX.

   Numa coisa, as famílias do município de Santana do Cariri – naquele recuado tempo – se igualavam, tanto as paupérrimas, como as que dispunham do mínimo necessário à subsistência.   As famílias respiravam um ambiente de piedade cristã, vivido de maneira simples, é verdade, mas voltado para o amor a Deus, à devoção a Nossa Senhora, à Senhora Santana – padroeira da cidade – a São José e ao Anjo da Guarda. Os filhos tinham o costume de pedir a bênção aos pais, tanto ao acordarem como à hora de se recolherem para dormir. As famílias rezavam antes das refeições. Ao entardecer era comum pais e filhos rezarem juntos o terço do Rosário. Os tempos litúrgicos – Advento, Quaresma, Páscoa – eram celebrados com respeito por todos.

   Outra forte tradição religiosa no município de Santana do Cariri – e, por extensão, em todo o Sul do Estado do Ceará – era (e ainda permanece nos dias atuais) o costume de as famílias realizarem sua consagração ao Sagrado Coração de Jesus. A primeira solenidade dessa consagração ocorria quando a família entronizava – ou seja, colocava “no trono” – no lugar de honra de suas residenciais, dois quadros com gravuras do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria.  Isso ocorria num ato religioso, independente da presença de um sacerdote, para simbolizar o compromisso de a família viver o Evangelho e seguir a Deus pela obediência às suas leis na fé, esperança e caridade.

Anualmente, no aniversário da “entronização”, as familiares faziam a “renovação” desse compromisso. A tradicional Renovação da Consagração da família ao Sagrado Coração de Jesus, tão comum naquele tempo (e que persiste nos dias atuais) em vasta parte do Sul do Estado do Ceará.

    Na sua curta existência a menina Benigna participou de muitas dessas “renovações”, pois a quase totalidade das famílias da sua comunidade conservavam essa bonita tradição católica.

    Estas algumas considerações sobre a santidade de Benigna. Voltaremos ainda a este assunto.

sábado, 26 de outubro de 2013

Menina Benigna Católicos rezam por beatificação!

10ª Romaria em louvor à mártir lembrou os 72 anos de morte da adolescente em Santana do Cariri
Santana do Cariri. Milhares de pessoas participaram ontem, em Santana do Cariri, da 10ª edição da Romaria em louvor à menina Benigna Cardoso. A data também marcou o aniversário de 72 anos da morte da jovem que, aos 13 anos, foi brutalmente assassinada ao defender sua castidade.

Caravanas de várias cidades do País foram ao evento em homenagem à menina Foto: Roberto Crispim

Pela manhã, houve uma pequena romaria com a participação de crianças. Em seguida, foi celebrada a Missa das Flores, quando os fiéis depositaram rosas e margaridas no túmulo que abriga os restos mortais da mártir. O local foi construído no interior da Igreja Matriz de Senhora Sant´Ana, no Centro da cidade.

Caravanas de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Mauriti, Nova Olinda, Assaré, Salitre, Campos Sales e Altaneira participaram das celebrações. Também havia fiéis de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Piauí.

O momento de maior emoção aconteceu no distrito de Inhumas, a 1,5 Km sede do município, onde a menina foi morta. A movimentação de populares aconteceu durante todo o dia. Por volta das 17h, em caminhada, os fiéis se deslocaram com destino à Matriz, onde foi celebrada missa campal, presidida pelo padre da cidade, Paulo Lemos, e concelebrada por outros 18 párocos da Diocese de Crato.

Durante a missa, os fiéis aproveitaram para agradecer a Deus pelo pedido de beatificação da menina Benigna, que é analisado no Vaticano.

Para o pároco de Santana do Cariri, Paulo Lemos, a possibilidade da beatificação da jovem Benigna já foi percebida pelos fiéis. Motivo pelo qual, segundo ele, a romaria cresce a cada ano. "Não há prova de amor maior do que aquela na qual a própria vida é entregue por uma causa cristã. Foi isso o que Benigna fez. Há fortes elementos que comprovam essa ação", avalia o padre.

Segundo ele, caso seja confirmada a beatificação da mártir pela Santa Sé, outro pedido deve ser feito: o reconhecimento da santidade da menina. 

Fonte: Regional Diário do Nordeste!

domingo, 13 de outubro de 2013

SANTANA DO CARIRI: Cidade espera receber 50 mil fiéis para festa da jovem Benigna!



A comunidade católica do município de Santana do Cariri se prepara para comemorar os 72 anos da morte da menina Benigna Cardoso Marcado, assassinada aos 13 anos de idade por defender sua castidade, com a realização de uma grande festa. A 10ª Romaria em louvor à mártir deverá contar com a participação de 50 mil fiéis, segundo previsão dos organizadores.

Já estão confirmadas caravanas de 54 paróquias de trinta e cinco municípios do Ceará, Bahia, Pernambuco e Piauí. O evento vai mobilizar toda a estrutura organizacional da cidade. A prefeita de Santana do Cariri, Danieli Machado, já decretou o próximo dia 24 de outubro feriado municipal. A data marca o aniversário de morte da menina Benigna.

O caso da jovem está sendo avaliado pela Congregação para a Causa dos Santos, através de um tribunal formado por peritos, legistas e especialistas no Direito Canônico, para que os documentos produzidos na fase diocesana do processo de beatificação da jovem sejam novamente avaliados.

Se o martírio for constatado, não será necessária a comprovação de um milagre para torná-la beata. O caso da jovem poderá se transformar na primeira beatificação do Ceará.

Abaixo a programação da 10ª Romaria de Santana Cariri:

08h00– Romaria das crianças e missa no Santuário;
11h00 – Missa das flores na igreja Matriz – momento onde serão ofertadas as flores no túmulo de Benigna;
12h00– Salva de fogos;
14h00 – Acolhimento das caravanas e Concentração no distrito de Araporanga, seguida por carreata à localidade de Inhumas;
15h00 – Liturgia na Capela de Benigna;
16h00 – Início da Romaria – caminhada do distrito de Inhumas até a sede do município;
17h00 – Missa Campal, ao lado da Matriz de Sra. Sant’Ana. Concelebrada por todos os padres da Diocese de Crato e demais párocos convidados.
18h00 – Show Pirotécnico

Diário do Nordeste Web

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Encerrado – no âmbito da Diocese de Crato – o Processo de Beatificação de Benigna Cardoso da Silva!

Com a solenidade realizada ontem pela manhã, dia 21, no auditório da Catedral de Crato, foram encerrados os trabalhos do Processo de Beatificação da mártir da castidade, Benigna Cardoso da Silva (ilustração ao lado) . A solenidade foi presidida pelo Bispo Diocesano de Crato, Dom Fernando Panico. (foto abaixo à direita, publicada em reportagem do “Diário do Nordeste”, edição deste domingo).

 

O Auditório Mons. Rubens Gondim Lóssio ficou lotado por pessoas vindas de Santana do Cariri, de Crato e pelos cerca de 80 seminaristas do seminário São José.  Ao final, toda a documentação do processo foi colocada em uma caixa, que foi selada e lacrada com carimbos especiais, e só será reaberta em Roma. Uma cópia de toda a documentação ficará guardada na Cúria Diocesana de Crato.

Anteriormente, no último dia 16 de setembro,  ocorreu em Santana do Cariri a última reunião da equipe diocesana encarregada do processo de beatificação da Serva de Deus, Benigna Cardoso da Silva. Os membros que compõe as comissões histórica e teológica passaram todo o dia analisando e ultimando a documentação que seguiu para análise na Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, órgão do Vaticano.

 

Estiveram presentes ao esse encontro de trabalho, os monsenhores Vitaliano Mattioli (Postulador Diocesano) e João Bosco Cartaxo Esmeraldo ( Juiz Delegado), os padres José Vicente Pinto de Alencar (Promotor de Justiça) e Acúrcio de Oliveira Barros (Tradutor), além da Sra. Teresinha Fernandes Costa (Atuária Notária). Pela Comissão Histórica estavam presentes os professores: Raimundo Sandro Cidrão, Ypsilon Rodrigues Félix e Armando Lopes Rafael.

 

O processo de beatificação da menina-mártir Benigna Cardoso da Silva foi aberto oficialmente em 16 março de 2013, no auditório da Catedral de Crato, tão logo a Diocese recebeu a aprovação do Vaticano  para o início dos estudos de  recolhimento de declarações das testemunhas que conheceram Benigna, além  de depoimentos que relataram milagres e graças alcançadas por intercessão da menina-mártir. Essa etapa se constituiu na fase diocesana do processo. 

 

Existem duas situações diferentes para a Igreja Católica considerar alguém santo: ou porque essa pessoa foi mártir – este é o caso da menina Benigna – ou porque ela viveu as virtudes em grau heroico. No caso de a pessoa ter sido mártir é dispensada a comprovação de milagres. Já para as pessoas que viveram as virtudes cristãs de forma heroica, exige-se o reconhecimento de um milagre na beatificação e outro na canonização. Caberá agora a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos os avanços no processo da beatificação de Benigna Cardoso da Silva.

 

(Texto: Armando Lopes Rafael)

SOLENIDADE DE ENCERRAMENTO DO PROCESSO DE BENIGNA.





O martírio da Serva de Deus, Benigna Cardoso da Silva -- por Armando Lopes Rafael





22 setembro 2013

  A Diocese de Crato encerrou -- neste sábado, 21 de setembro -- a fase diocesana do Processo de Beatificação da menina-mártir, Benigna Cardoso da Silva. Abaixo a descrição da morte da nova Serva de Deus, como constou na documentação que será entregue na próxima 3ª feira,dia 24,  à Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, por intermédio do  postulador diocesano, monsenhor Vitailiano Mattioli. 

   "Ela era ainda uma criança, com cerca de doze anos, quando começou a ser assediada por um menino, Raul Alves de Oliveira, provavelmente dois anos mais velho do que ela. Raul morava próximo à residência da menina. Nas pesquisas feitas pelo historiador Sandro Cidrão consta:

“A menina Benigna estava cursando o primário, com então 12 anos de idade, quando começou a ser assediada por um jovem: Raul Alves de Oliveira. Ele chegava a deixar bilhetes em seus cadernos e se insinuava para ela, mas esta nunca lhe deu atenção, nem alimentou a expectativa de namoro pretendido por Raul.

(Benigna) Chegou a falar (sobre isto) com as irmãs que a criavam, “madrinha Ozinha” e “Bezinha”.

    Donde se conclui que os reiterados pedidos de namoro – feitos por Raul a Benigna – foram seguidamente rejeitados pela menina. É tradição que esses assédios foram levados ao conhecimento do Pároco de Santana do Cariri, Padre Cristiano Coelho, que chegou a sugerir a Benigna viesse morar na cidade, onde, além de ficar livre das insinuações sexuais de Raul, ainda  teria oportunidade de dar continuidade aos seus estudos, o que não era possível no povoado de Inhumas, onde a menina residia.

   Por alguma razão desconhecida, não se efetivou a transferência de Benigna para a cidade. O fato é que, ao completar  13 anos de idade, ela continuava morando no Sítio Oiti. Enquanto isso, Raul não desistia do seu intento de manter um relacionamento amoroso com a jovem, apesar das sucessivas recusas desta.

   Voltamos às informações do  historiador Raimundo Sandro Cidrão:

“Certa vez, Benigna, que sempre gostava de ajudar nos afazeres domésticos, ao chegar da escola, à tardinha, numa sexta-feira, 24 de outubro de 1941, desceu até o riacho, próximo da sua casa, onde existia uma cacimba, para pegar água num pequeno pote, como de costume fazia.

Raul, que ficara à espreita, por trás de uns arbustos, ao vê-la com o pote, aproximou-se e fez-lhe propostas amorosas, recusadas categoricamente por Benigna. Enlouquecido, levado por uma força demoníaca, Raul sacou um facão e ameaçou mata-la, caso não aceitasse (o relacionamento sexual). Benigna, de corpo franzino e aparência anêmica, movida por uma força sobre-humana, defendeu sua castidade, a todo o custo, da monstruosidade de seu algoz. Pediu, implorou em nome de Deus, mas, num gesto de fúria, Raul cortou-lhe os três dedos da mão. Ainda assim ela se debateu, e ele então lhe atingiu a testa e os rins (com o facão). O golpe fatal, no pescoço da menina, quase decepou a cabeça desta. Diante da tragédia, Raul fugiu, deixando o sangue virgem da menina escorrendo pelas pedras.

Já era tarde, estava anoitecendo, e Benigna não voltava com a água. Dona Rosa, que enxergava pouco, pediu ao irmão de Benigna, Cireneu, que fosse ver o que havia acontecido. Minutos depois, ele chegou com o corpo de Benigna, já sem vida. A consternação e a comoção foi geral. O crime abalou todo o município (de Santana do Cariri) e adjacências, pelo requinte de crueldade com que foi praticado.

Benigna foi sepultada,  na manhã do sábado, dia 25, por volta das 10 horas, no Cemitério Público São Miguel, em Santana do Cariri, no jazigo da família Sisnando Leite.

Desde aquela tarde fatídica, as pessoas começaram a invocar a alma de Benigna em promessas e rogativas. Muitas graças foram alcançadas, e até milagres aconteceram. A visitação ao local de seu martírio tornou-se constante, haja vista o grande número de ex-votos lá depositados pelos fiéis” .

   Sem se dar conta, Benigna fez parte daqueles “pequeninos”, aos quais o Pai fez conhecer os segredos dos Reinos do céu. Ela vivia em paz com os membros da sua comunidade. Sentia-se feliz todas as vezes que tinha oportunidade de ir à igreja. Vivia de forma séria, compenetrada e responsável, a ponto de esse seu exemplar comportamento ter chamado à atenção do Pároco da cidade, Padre Cristiano Coelho. É bom lembrar que o sítio de residência de Benigna fica distante mais de dois quilômetros da igreja-matriz. E as vias de acesso do sítio à cidade, àquela época,  eram precárias, não existindo meios de  transporte entre as duas localidades, a não ser por alimárias, transporte utilizado por quem tinha esse recurso.  Os menos afortunados faziam o percurso a pé, em meio à poeira (no verão) ou no lamaçal (na temporada das chuvas).

   Aparentemente frágil, mas dispondo de grande força interior, advinda do seu coração puro, Benigna soube resistir aos apelos e à força física de Raul, porque aprendera – quando se preparava para a Primeira Comunhão – que por pensamentos, palavras e ações, o cristão tem a obrigação de ser puro para ganhar o céu. Foi com o coração voltado para Deus e a preocupação de não contrariar Jesus –  que ela recebia em comunhão, com  tanta dignidade, nas primeiras sextas-feiras de cada mês – que Benigna não teve medo de enfrentar os golpes do facão utilizado por Raul. Com a ação tresloucada do assassino, teve seu corpo virgem despedaçado.

    Foi para defender sua pureza que ela preferiu morrer traspassada pelos golpes que lhe atingiram a mão, a testa; o pescoço e as costas. A sua castidade, no entanto,  foi preservada, e pura ela se apresentou no céu.

“Fato é que não demorou muito para a veneração em torno da memória da jovem adolescente começar porque, segundo o que corre de boca em boca, desde  o dia de sua morte, os moradores da comunidade e, depois, os  do município de Santana do Cariri começaram a alcançar graças,  ao recorrer à menina martirizada”.

“Uma capelinha foi construída pela comunidade, a 200 metros de onde a adolescente foi assassinada, no Sítio Oiti, no Distrito de Inhumas (...) A construção foi feita em pedra, com um espaço dedicado aos ex-votos dos devotos de Benigna, várias fotografias de pessoas que fizeram promessas à mártir Benigna, além de um retrato falado da jovem mártir. Também está lá o pote que ela carregava na hora que foi assassinada, envolto numa redoma de vidro, um vestido pertencente a ela e esculturas que retratam o momento em que ela foi morta por Raul Alves”.

Divulgação: Encerramento do processo de Benigna na fase Diocesana.



COMISSÃO DIVULGA BENIGNA NA RÁDIO: JANGADEIRO FM CARIRI, NESTE DIA 21 DE SETEMBRO. COMPOSTA POR PE. PAULO LEMOS, GEÂNIO FELIPE, MARCOS DANILO E YPSILON FÉLIX, COM JUCIMAR LEITE.



Primeira fase é concluída no Crato

Diário do Nordeste

21.09.2013

Crato. A primeira fase do processo de beatificação da jovem Benigna Cardoso da Silva será encerrada hoje (21), durante solenidade marcada para as 8h30, no Auditório Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, anexo à Igreja da Sé Catedral do Crato. É a primeira vez que a Diocese do município encerra um processo de beatificação desde que foi criada, há mais de 100 anos.

A investigação entrará na fase romana do processo de beatificação. Um tribunal será nomeado pela Santa Sé, através da Congregação para a Causa dos Santos, formado por peritos, legistas e especialistas em Direito Canônico, para que os documentos sejam novamente avaliados.

Nos documentos a serem encaminhados ao Vaticano, constam Depoimentos de pelo menos 12 pessoas contemporâneas à jovem assassinada anexados.

O material, disposto em três urnas, será lacrado após juramento e lavratura de atas. Uma cópia do inquérito eclesiástico permanecerá na Diocese, enquanto outras duas serão remetidas à Congregação para a Causa do Santos, da Cúria Romana.

Com a confirmação das apurações, a Congregação lança o documento Positio, que afirma o grau de virtudes. Se o martírio for constatado, não é necessária a comprovação de um milagre. A jovem poderá ser a primeira beata do Ceará. Benigna tinha 13 anos quando foi assassinada ao defender a sua castidade.


Matéria: Tv Verdes Mares Cariri

    Assistam: Matéria da Tv Verdes Mares Cariri, sobre o encerramento da fase Diocesana do processo de Beatificação da Serva de Deus: Benigna Cardoso da Silva!

 

Link Abaixo:


http://g1.globo.com/videos/ceara/cetv-1dicao/t/juazeiro-do-norte/v/populacao-da-regiao-do-carri-esta-ansiosa-pela-beatificacao-da-menina-benigna/2842237/

2º fase do processo de beatificação começa no próximo dia 07


 

Dom Fernando Panico, presidiu a solenidade que contou com a presença dos membros do Tribunal responsável pela primeira fase do processo de beatificação
Dom Fernando Panico, presidiu a solenidade que contou com a presença dos membros do Tribunal responsável pela primeira fase do processo de beatificação

     Crato. A fase romana do processo de beatificação da menina Benigna Cardoso da Silva vai ser iniciada no inicio do próximo mês, em Roma. Ontem foi finalizada a fase diocesana do processo, a partir do lacre de documentos que serão encaminhados a análise da Congregação para a Causa dos Santos, ordem ligada a Santa Sé.

A solenidade, realizada no auditório Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, anexo à igreja da Sé Catedral, foi presidida pelo bispo diocesano de Crato, dom Fernando Panico e contou com a presença dos membros do Tribunal que conduziu o processo de beatificação na fase diocesana. Cerca de 150 pessoas acompanharam o evento. Uma caravana formada por 30 fiéis do município de Santana do Cariri, terra natal da menina Benigna, também esteve presente. A caravana foi acompanhada pelo pároco daquele município, padre Paulo Lemos.

Conforme o bispo diocesano de Crato, dom Fernando Panico, a expectativa em torno da beatificação da menina que foi assassinada por um adolescente de apenas 13 anos, por preservar sua castidade, é muito grande. “Todos os depoimentos levantados, juntamente com os documentos que compõem o vasto material em torno da morte da jovem mártir, expõe a fé que ela depositava em Deus. A fé da jovem era tão intensa que não se abateu, nem mesmo, para que a vida dela fosse preservada”, disse dom Fernando.

Os 72 anos da morte da jovem serão lembrados no próximo dia 24 de outubro, quando acontecerá a 10ª Romaria de adoração a mártir. O pároco de Santana do Cariri, Paulo Lemos, acredita que neste ano o número de participantes será maior que em anos anteriores.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

ENCERRADO PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO DE BENIGNA - SANTANA DO CARIRI - CE.







  
     No último dia 16 de setembro ocorreu em Santana do Cariri a última reunião da equipe diocesana encarregada do processo de beatificação da Serva de Deus, Benigna Cardoso da Silva. Os membros que compõe as comissões histórica e teológica passaram todo o dia analisando e ultimando a documentação que seguiu para análise na Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, órgão do Vaticano.
   Estiveram presentes ao esse encontro de trabalho, os monsenhores Vitaliano Mattioli (Postulador Diocesano) e João Bosco Cartaxo Esmeraldo ( Juiz Delegado), os padres José Vicente Pinto de Alencar (Promotor de Justiça) e Acúrcio de Oliveira Barros (Tradutor), além da sra. Teresinha Fernandes Costa (Atuária Notária). Pela Comissão Histórica estavam presentes: Raimundo Sandro Cidrão, Ypsilon Rodrigues Félix e Armando Lopes Rafael.
 O processo de beatificação da menina-mártir Benigna Cardoso da Silva foi aberto oficialmente em 16 março de 2013, no auditório da Catedral de Crato, tão logo a Diocese recebeu a aprovação do Vaticano  para o início dos estudos de  recolhimento de declarações das testemunhas que conheceram Benigna, além  de depoimentos que relataram milagres e graças alcançadas por intercessão da menina-mártir. Essa etapa se constituiu na fase diocesana do processo. No próximo dia 21 de setembro ocorrerá a sessão de encerramento dos trabalhos, no auditório da Catedral de Crato, com a presença do bispo diocesano, dom Fernando Panico, ocasião que a documentação será selada. Esta só será aberta em Roma, para onde será conduzida pelo postulador da fase diocesana, monsenhor Mattioli.
  Existem duas situações diferentes para a Igreja Católica considerar alguém santo: ou porque essa pessoa foi mártir – este é o caso da menina Benigna – ou porque ela viveu as virtudes em grau heroico. No caso de a pessoa ter sido mártir é dispensada a comprovação de milagres. Já para as pessoas que viveram as virtudes cristãs de forma heroica, exige-se o reconhecimento de um milagre na beatificação e outro na canonização. Caberá agora a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos os avanços no processo da beatificação de Benigna Cardoso da Silva.
                                                   Créditos: Armando Lopes Rafael.

PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO DE BENIGNA - JORNAL DO CARIRI - EDIÇÃO DE 17 DE SETEMBRO DE 2013.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Diocese de Crato conclui Processo de Beatificação da Serva de Deus Benigna Cardoso da Silva!


     A Cerimônia de Encerramento da Fase Diocesana do Processo de Beatificação conclui a Fase Local e inicia a Fase Romana do Processo de Beatificação. Consiste na solenidade de lacramento – mediante juramento e assinatura de atas – de três urnas com os autos do Inquérito Eclesiástico, uma com o original (Arquétipo) e as outras duas com cópias (Transunto e Cópia Pública). Após a cerimônia, o Arquétipo fica guardado na Diocese de Crato e as duas cópias seguem para a Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano.
     A fase Diocesana do processo teve início no dia 16 de março de 2013, e ficou sob responsabilidade de uma comissão, nomeada pelo Bispo, que é formada pelos membros do Tribunal Eclesiástico que conduziu o processo de Beatificação: Monsenhor Vitaliano Mattioli (Postulador Geral), Monsenhor João Bosco Cartaxo Esmeraldo (Juiz Delegado), Pe. José Vicente Pinto de Alencar da Silva (Promotor de Justiça) e a senhora Terezinha Fernandes Costa (Atuária Notária).  E os membros da Comissão Histórica Diocesana, professores Armando Lopes Rafael, Raimundo Sandro Cidrão e Ypsilon Rodrigues Felix.
Próximos passos...
         Na próxima etapa, chamada de fase Romana, a Congregação para a Causa dos Santos, órgão da Santa Sé que trata desses assuntos, nomeia um novo tribunal, com teólogos e peritos do Direito Canônico e legistas que retomam e estudam todos os documentos produzidos na fase diocesana do processo. Ao final, a Congregação lança um documento chamado ‘Positio’, com o qual se afirma o grau de virtudes do candidato.

     Nessas duas fases ainda não se fala em milagre. Com o caso de Benigna, se for constatado martírio, não será preciso aguardar um milagre ocorrido por intercessão da mártir para torná-la beata. Somente, no caso de canonização, que será preciso um milagre para ser declarada oficialmente Santa.

  Natural de Santana do Cariri, interior do Estado do Ceará. Benigna Cardoso da Silva, aos 13 anos, foi assassinada por um adolescente no Sítio Oitis, onde morava. Ele se apaixonou pela pequena, que nada queria com ele. Revoltado pela rejeição, desferiu vários golpes de facão e matou a menina franzina, que não teve defesa, tamanha era a sanha do garoto que a perseguia. Benigna tinha ido buscar água na cacimba, como fazia todo fim de tarde. Desde o dia do trágico acontecimento, que os moradores da localidade começaram a alcançar graças e até milagres em nome da jovem martirizada.

    O dia 24 de Outubro, data do seu martírio, acontece na Cidade de Santana do Cariri, uma grande romaria em seu louvor. Este ano de 2013 a romaria de Benigna será de caráter Diocesano para marcar os 72 anos do martírio de Benigna, a Heroína da Castidade.